segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

DOA-SE - URGÊNTE

Na verdade as pissuinhas “dá o que qué pra quem qué meRmo”... Nénão?


Fulano era dotô ocupado e por razão dus cumprumissus deixava por desejar com seus deveres particulatívos de casa, fazendo com que achasse a fulaninha de se tornar cuidadeira de bechânos domésticos compretaria aquela lacuna ausênciativa em seu ser.
Fulaninha por sua vez, era muié vistosa e cheia de tempo pra ser preenchido, sem maiores compromissos além dos que sobravam por não serem pussíve ser fazidos pela sua assessôra do lar, uma sinhorinha de avançada idade e traços sofridos pra que não chamasse atenção dos seus atributos corporais ao fulano dotô.
Fulaninha saía cedo em disparada trajando seu “joguing” ultra justinho e de zôreias intupidas por um par de fones com musiquinhas “zen” pelas alamedas praianas esbanjando gostozisse num galope frenético ofuscado apenas pela silhueta das ondas do mar aos olhos alheios.
         Ao voltar, sempre um demorado banho e minúsculos biquínis substituía o “joguing” agora pesado e embebido em um salgado liquido corporal.
         Agora fulaninha já cô seu “óscriscuro” estendida dourando-se ao sol em sua quase olímpica piscina de balaustres dourados cercada por um esplêndido e bem cuidado “gramaríl” recém aparado pelo tronculento e viril jardineiro onde desjejua acenando um breve adeus ao fulano dotô que  pelus canto do zôio encena um breve têxáu.
         O dia de fulaninha era longo ocioso e cansativo, uma vidinha de mesmice medíocre que a fazia se sentir como uma desértica estéril e abandonada ilhota cercada duma natureza de exuberante beleza o qual seus olhos nem mais enxergava.
         Acompanhada apenasmente por sua empreguéti mais seu jardineiro e vorteada de riqueza e mordomias mius donde a ocupacionacidade de todos os benefícios ao seu alcance se tornavam fúteis debruçando o seu semblante tristeza e agonia pelo vazio fatídico e fétido amargurativo e desumanizador ( nuss... acho que ijágerei um pôco ).
         Fulaninha começa a ter pensamentos preenchencinadores fervilhando no vácuo silencioso de suas paredes cerebrais, pensamentos alucinatívos e idéias inimagináveis que percorriam por seus “dois” neurônios bombardeados por vontades e desejos infindáveis de valores e concepções pré-monitivas de decência e humanitividez.
         Então, numa manhã já nem tão tranqüila, já exaurida e tomada por seus gritantes pensamentos ideosos, vestiu-se como de costume e se pôr a caminhar, trotear, correr, voar... Desordenadamente a peRcurar arguma coUsa que nem meRmo fulaninha sabia o que era.
         Nota ela algo que lhe hipopotiza momentaneamente e traz-lhe a sobriedade chacoalhando seu intimo libido, desproctualizando seu juízo desnorteando sua razão, favorecendo assim seu poder de raciocinar democraticamente assimilando sua condutividade motora em direção ao alvo projetado por seus verdes claros olhos.
         Sem titubear se coloca a passos largos e flancos rebolativos a desprezar o perigo eminente dum atropelamento e por entre os carros joga-se ao encontro daquele pícolo comercio na avenida, mirando um só objetivo... O PET Ground ( mais conhecido como petshop ou “avícola” La no interioR ).
         Deslumbrada ficara fulaninha com os zóinhos de longas pestanas e maquiagem levemente extravagante, arregalados... Mirava-a um só objeto com uma certeza tão absurda e traumatizativa que dava inté inveja de ver, era como se fossem anjos entre as nuvens para os olhos duma beata, assim se fez a vontade e assim se fez o desejo... É justamente disso que eu preciso para sair dessa prisão que me tortura desse labirinto do qual não acho a saída, desse inferno que não me desgruda o capeta.
         Codorninhas poedeiras... Sim, é isso, quero-as já, não me importa o preço e o trabalho que dê... Eu as quero... AGORA!... Disse a fulaninha.
         Toda feliz com a aquisição retorna pra casa em regozijo, prometendo aos mundos e fundos que ao menos uma vez na vida estava certa do que queria, era o êxtase pleno de alguém que evoluirá em segundos anos de desertificação e obscuridade.
         Pelo menos até que outro dia amanhecesse...
        
Um anúncio em seu perfil no “Feiçe” dizia:-

“DOA-SE LINDAS CODORNINHAS POEDEIRAS – URGÊNTE”
MOTIVO:- Viajo muito e não encontro tempo para me dedicar a elas.

Fulaninha levou de seus amigos do “Feiçe” pelo menos umas ( 5.000 curtidas ), uns ( 300 compartilhamentos ), e incontáveis comentários que enalteciam sua índole e falavam de seu “coração generoso e lindo”, que os bichinhos eram “fófis” e únicos, que sua alma era praticamente de uma grisalha imaculada ou quase “santa” e anssim pur diante, e todo mundo queria ADOTAR as penosinhas... E foi o que realmente ocorreu.
E fulaninha misteriosamente pode retornar saltitante ao seu mundíco mágico.

Iscrevido por :- Tatto 

PÓDE um gonócio desses??? 

6 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

OMG! qdo se pensa q já vimos tudo na vida vem isto ... kkkkkkkkkkkk

morri!

bjão

Xipan Zéca disse...

Bratz... procevê, rss São os "ócios" do orifícios... Valeu, abraços

Leonel disse...

Alô, amigo véio!
Mas, nossa amiga esqueceu que poderia curtir diariamente um bom pratinho de ovos de codorna, para acompanhar um chope!
Prazer imenso e vê-lo de volta ao seu (nosso) espaço!
Abraços!

Xipan Zéca disse...

LeÔnidas.... meu amigão, folgo em vê-lo por estas bandas... Obrigado e vamos pro Chopp e ovinhos de codorna... hehehe Abraços

Celêdian Assis disse...

O saltitante mundico mágico que fascina a moça das codornas e a outros(as) tantos(as)certamente um dia acaba, pois nenhum mundo se sustenta sobre uma base de fantasia.Quando isso acontecer não terá sido por acaso e os mortos-vivos apenas serão mais uns na lista da "geração Prosac". Ahh...os 5000 curtidores e os demais comentaristas impressionados com a "bondade" da moça, provavelmente também deslumbrados com o mundico mágico, não terão fim diferente, a menos que acordem a tempo.
Adorei o texto, Xipan.
Abração mineiríssimo procê.
Celêdian


Xipan Zéca disse...

Celê... O mundico magistral é o país das maravías dos prozaquiados.. pódicrê.. rss Obrigado e grandEbeiJu....

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